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Trump diz que a eleição brasileira “pareceu fraudada” por causa da prorrogação da votação, mas afirma que gosta de Lula; Alckmin rebate: opinião “totalmente equivocada”

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Retrato oficial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de terno azul, gravata vermelha e broche da bandeira americana

Retrato oficial do presidente Donald Trump, de 2025. Foto: Daniel Torok/Casa Branca/Domínio público, via Wikimedia Commons

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, colocou em dúvida nesta segunda-feira (26) o resultado da eleição presidencial brasileira. Em conversa com jornalistas, ele criticou a prorrogação do horário de votação e disse que a eleição “pareceu fraudada”, sem apresentar nenhum dado que sustente a afirmação. Na mesma fala, porém, disse que não governa o Brasil e que tem boa relação com o presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva.

“Acho que pareceu ruim a eleição, o jeito que foi organizada, com a prorrogação. Muito estranho”, afirmou Trump, repetindo o argumento da campanha do derrotado, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Questionado se poderia fazer algo em relação ao resultado, respondeu: “Eu não governo o Brasil, eu governo os Estados Unidos. Eu só pensei que a eleição foi… eu gosto do Lula, me dou muito bem com ele”. Ele também disse que não escolheu lado na disputa e apenas acompanhou o processo.

A prorrogação

No domingo (25), depois de relatos de falta de ônibus em várias cidades, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, ampliou a votação em duas horas, até as 19h. Os pedidos de prorrogação foram feitos pela campanha de Lula e também pela de Flávio, que alegava chuvas fortes no Sul e no Sudeste. Lula foi reeleito com mais de 64 milhões de votos, contra 59,8 milhões de Flávio.

A resposta do governo

Em entrevista à TV Vanguarda, do interior paulista, o vice-presidente reeleito Geraldo Alckmin chamou a opinião de Trump de “totalmente equivocada”. “Primeiro, não se interfere na política de outro país. Isso é uma regra basilar. Segundo, não tem nenhum referencial para dizer isso. O Brasil é um exemplo para o mundo, de urna eletrônica, segurança jurídica. Democracia você ganha eleição, você perde. É o povo que decide”, disse.

Alckmin afirmou que, encerrada a eleição, o governo vai continuar negociando com os Estados Unidos um acordo sobre o tarifaço imposto a produtos brasileiros, e citou os acordos do Mercosul com Singapura e com a União Europeia e as conversas com o Canadá. “Mesmo com o tarifaço batemos recorde de exportação”, disse.

A neutralidade alegada por Trump é contestada dentro dos próprios Estados Unidos. Em 24 de setembro, 31 parlamentares do Partido Democrata enviaram carta à Casa Branca acusando o governo de um “esforço coordenado” para favorecer Flávio, citando o tarifaço e a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes.

Fonte: Agência Brasil

AssuntosDonald TrumpEleições 2026Estados UnidosGeraldo AlckminRelações internacionaisTarifaço

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