Donald Trump em retrato oficial de 2025. Foto: Daniel Torok/Casa Branca (domínio público), via Wikimedia Commons
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (1º) que acompanha “muito de perto” as eleições brasileiras, marcadas para domingo (4). Ele não citou candidatos nem declarou apoio a nenhum deles, ao contrário do que fez recentemente em outras disputas presidenciais na região, como a da Colômbia.
A declaração foi dada em resposta a uma jornalista, na saída da Casa Branca, antes de Trump embarcar para o Texas. O presidente disse que o Brasil é “um país muito importante” e que esta é “uma eleição muito importante”.
Tensão entre os dois governos
A fala ocorre num momento de atrito entre Brasília e Washington e de preocupação, no Brasil, com a possibilidade de interferência estrangeira na votação. Em setembro, veio a público um relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que classifica como crítico o risco de influência ou interferência dos Estados Unidos no pleito de 2026.
Segundo o documento, a reafirmação da hegemonia norte-americana na América Latina é prioridade do segundo governo Trump, com o objetivo de afastar rivais, como a China, de ativos estratégicos, riquezas naturais e infraestruturas da região. A Abin avalia que as ações dos Estados Unidos em relação ao Brasil se intensificaram nos últimos meses, com medidas econômicas e políticas contrárias aos interesses do país.
Em julho, o governo brasileiro negou visto a dois funcionários do Departamento de Estado norte-americano que pretendiam conversar com autoridades eleitorais sobre liberdade de expressão nas eleições. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil também apontam riscos ligados a ações cibernéticas e à atuação de grandes plataformas digitais.
Mais de 140 observadores de sete organizações internacionais, entre elas a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a União Europeia, acompanham a votação de domingo.
Fonte: Agência Brasil (ver também: observadores internacionais)



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