Donald Trump em retrato oficial do segundo mandato. Foto: Daniel Torok/Casa Branca (domínio público), via Wikimedia Commons
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou a eleição brasileira de domingo (4) para criticar a contagem de votos em seu próprio país, mas se atrapalhou com o nome: na primeira versão da mensagem, publicada na rede Truth Social, ele escreveu Índia no lugar de Brasil. O texto foi corrigido horas depois, segundo o Jornal Opção.
Na publicação, Trump afirma que 125 milhões de pessoas votaram no primeiro turno da eleição presidencial e que os resultados saíram pouco depois do fechamento das urnas, “no mesmo dia”. O número coincide com o comparecimento registrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de 125,3 milhões de eleitores.
O alvo era a eleição americana
O elogio serviu de gancho para um ataque. Em seguida, o republicano citou Detroit, Filadélfia e a Califórnia, redutos do Partido Democrata, para dizer que ali a apuração de um número muito menor de votos costuma levar semanas. Ele insinuou que a demora serve para fraudar os resultados e classificou a votação nos Estados Unidos como corrupta. Trump repete acusações desse tipo, sem apresentar provas, desde que perdeu a eleição de 2020.
A mensagem não menciona nenhum dos dois candidatos que seguem na disputa, o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na semana passada, Trump havia dito que acompanhava a eleição brasileira “muito de perto”, sem declarar apoio.
Apuração rápida, mas com tropeço
A totalização brasileira, de fato, terminou na noite da própria votação, mas não foi isenta de problemas: a divulgação ficou travada por cerca de uma hora, o que o TSE atribuiu a um congestionamento no sistema de dados. Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos (56,1 milhões) e Lula com 45,16% (53,9 milhões). O segundo turno será em 25 de outubro.
Com informações de: Jornal Opção. Dados da votação: Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Divulgação de Resultados das Eleições 2026.



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