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Venda de veículos novos passa de 500 mil em setembro e bate recorde para o mês; caminhões reagem, motos param de crescer

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Fila de carros com faróis acesos em avenida congestionada no fim do dia

Trânsito em Brasília em julho de 2026. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Foram 509.686 emplacamentos, 8,3% mais que em setembro de 2025. No ano, alta é de 14,4%, com mais de 4,2 milhões de unidades.

O Brasil emplacou 509.686 veículos em setembro, o maior número já registrado para o mês, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O total, que soma automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários, ficou 8,32% acima do de setembro de 2025 e 1,15% acima do de agosto. De janeiro a setembro, o crescimento é de 14,41%, com mais de 4,2 milhões de unidades.

Segmento por segmento

SegmentoSobre agostoSobre setembro de 2025
Automóveis e comerciais leves+2,13%+16,16%
Caminhões+2,51%+2,65%
Ônibus+12,09%+18,43%
Motocicletas-0,09%-0,41%

Carros e picapes seguem acima do esperado. Para o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, a concorrência entre as marcas e programas federais como o Move Brasil e o Carro Sustentável continuam pesando na decisão de compra, mesmo com juros altos.

Caminhões param de cair

O dado que mais interessa ao agronegócio é o dos caminhões. O segmento ainda acumula queda de 3,89% no ano, mas cresceu em setembro. Segundo Arcelio Junior, as linhas do Move Brasil para renovação de frota, já esgotadas, ajudaram a “estancar o movimento de queda”. “Nos veículos pesados, o custo financeiro tem impacto importante porque estamos falando de um investimento ligado à atividade econômica”, disse.

Em regiões como o Sudoeste goiano, onde o escoamento da safra depende do transporte rodoviário, a compra de caminhões e implementos acompanha de perto o custo do crédito e a renda do produtor.

As motos, que vinham de anos seguidos de expansão, ficaram praticamente estáveis, resultado que a federação considera “próximo da estabilidade”.

Projeção para o ano

A Fenabrave manteve a previsão de alta de cerca de 8,6% em 2026, com mais de 5,3 milhões de unidades, mas admite rever o número em novembro. “Os resultados atuais nos indicam um fechamento de ano melhor do que o esperado”, afirmou o presidente da entidade, que prefere aguardar o desempenho de outubro. A federação não detalhou os números por estado no balanço divulgado.

Fonte: Agência Brasil.

AssuntosEconomiaFenabraveVeiculos

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