Parlamentares pressionam Congresso por revisão de penas depois de Marcos Alexandre filmar o momento de sua detenção, em Uberlândia
A Polícia Militar (PM) prendeu o vigilante Marco Alexandre Machado de Araújo, de 56 anos, na sexta-feira 17, em Uberlândia (MG). O vigilante cumprirá 14 anos de pena em regime fechado pelos atos de 8 de janeiro. A prisão ocorreu depois do trânsito em julgado da condenação.
O caso repercutiu nas redes sociais depois da divulgação de um vídeo, gravado pelo próprio vigilante, mostrando o momento da detenção. Na gravação, Marco Alexandre chora e declara sua inocência, além de demonstrar insatisfação com o Judiciário brasileiro.
“Eu perdi tudo, vocês me tiraram tudo”, desabafa o homem. “Me colocaram dois anos naquele presídio, vocês me deixaram dois anos lá, entre a vida e a morte. Vocês já ganharam tudo, acabaram com a nossa vida.”
Marco Alexandre já havia cumprido dois anos na Papuda e um ano em prisão domiciliar. Ele se apresentou espontaneamente à polícia no início do processo para provar sua inocência, mas foi condenado.
Nas redes sociais, as advogadas Tanieli Telles, ativista pela libertação dos presos do 8 de janeiro, e Carolina Siebra, que representa a Associação dos Familiares e Vítimas do 08 de janeiro, criticaram a nova prisão.
Mobilização para derrubar o veto da dosimetria
A oposição utiliza o episódio para pressionar pela derrubada do veto ao PL da Dosimetria. A votação no Congresso está marcada para o dia 30 de abril. Se o veto cair, cerca de 600 condenados pelo 8 de janeiro poderão solicitar o recálculo das penas e a progressão de regime.
Os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG), Aécio Neves (PSDB-MG) e Domingos Sávio (PL-MG) defendem o projeto. Nikolas cobrou celeridade ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Já Neves afirmou que a dosimetria é uma alternativa constitucional necessária.
O senador Cleitinho (Republicanos-MG) e o deputado Domingos Sávio também pedem a correção de supostos excessos judiciais. Sávio, pré-candidato ao Senado em 2026, protocolou requerimento para votação imediata do veto. Eles alegam falta de individualização nas condutas dos réus.
Fonte: Revista Oeste



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