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Violão, violino e sanfona importados ficam livres de imposto de importação; Goiás está entre os maiores compradores

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Detalhe de um violino de madeira escura, com as cordas e o cavalete em primeiro plano

Imposto de importação de instrumentos de corda e de sopro caiu de 18% para zero. Foto: Providence Doucet/Unsplash (CC0), via Wikimedia Commons

Quem pretende comprar um instrumento musical importado ganhou um alívio. Desde quinta-feira (1º), está zerado o imposto de importação de instrumentos de corda acústicos e de sopro, além de microfones. A alíquota era de 18%. A mesma medida acabou com a tarifa de 20% sobre máquinas de costura de uso doméstico.

Goiás tem interesse direto na mudança: o estado aparece entre os oito que mais importaram instrumentos musicais em 2025, segundo dados do ComexStat, o sistema de estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A lista é puxada por São Paulo e inclui ainda Santa Catarina, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Rondônia.

O que ficou isento

  • violinos, violas e violoncelos;
  • contrabaixos, violões, harpas e cavaquinhos;
  • trompetes, trombones, tubas e trompas;
  • bombardinos, gaitas e clarinetes;
  • acordeons (sanfonas) e flautas;
  • microfones e outros itens listados na norma.

A isenção vale para os produtos e códigos tarifários especificados na Resolução nº 926/2026 do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex). A norma foi editada no fim de junho e incorporou à legislação brasileira decisões tomadas no Mercosul, mas só passou a produzir efeitos agora, de forma definitiva.

Máquinas de costura

No caso das máquinas de costura domésticas, a redução já existia, mas era provisória e limitada por cotas. Agora é permanente e sem limite de quantidade. Apesar do nome, esses equipamentos também são usados por pequenas confecções e ateliês. Os estados que mais importaram o produto em 2025 foram São Paulo, Santa Catarina, Alagoas, Amazonas e Pernambuco.

O preço vai cair?

A medida reduz o custo de quem importa, mas não fixa preços. O imposto de importação é apenas um dos tributos cobrados sobre o produto estrangeiro, e o repasse ao consumidor depende de cada loja e do câmbio. Vale pesquisar antes de comprar.

Fonte: Agência Brasil

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