O rombo projetado para o grupo chega a R$ 4,9 bilhões, conforme os limites da Lei de Diretrizes Orçamentárias | Foto: Divulgação/Correios
Relatório do TCU mostra que Correios, Emgepron, Emgea e Infraero lideram o resultado negativo
Quatro empresas públicas respondem por quase todo o resultado negativo das estatais federais que não dependem de verbas diretas da União. Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) revela que as estatais Emgepron, Correios, Emgea e Infraero concentram mais de 95% do déficit registrado em 2025. O rombo projetado para o grupo chega a R$ 4,9 bilhões, conforme os limites da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
O déficit primário revela que essas companhias gastam mais do que arrecadam com suas atividades principais. O TCU explica que a situação ocorre porque estatal não gera recursos suficientes para pagar contas do dia a dia nem novos investimentos. Mesmo que tenham lucro contábil por receitas financeiras, a operação dessas empresas consome mais caixa do que produz.
Controle das contas
O Programa de Dispêndios Globais (PDG) analisa todos os anos as previsões de ganhos e gastos dessas unidades. O objetivo do tribunal é monitorar o impacto das estatais nas contas públicas. Atualmente, o Brasil possui 44 empresas federais, sendo 27 classificadas como não dependentes.
Diferente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que precisa do Tesouro Nacional para sobreviver, os Correios e a Infraero deveriam se manter sozinhos. O fato de quatro nomes dominarem o prejuízo acende um alerta sobre a eficiência da gestão desses ativos.
Situação financeira
Estatais não dependentes podem receber aportes para obras e compras de equipamentos, mas devem custear salários e manutenção com o próprio faturamento. O déficit primário mostra baixa capacidade de gerar dinheiro com os serviços prestados ao público.
O relatório reforça que o resultado negativo não se confunde necessariamente com prejuízo final, mas sinaliza desequilíbrio. A concentração do rombo em poucas empresas facilita o cerco do órgão de controle, mas expõe a fragilidade de setores como o postal e o de infraestrutura aeroportuária.
Fonte: Revista Oeste



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