Jornal online

de Jataí para o mundo

Economia

Aluguel em Goiânia sobe 1,15% em setembro, a maior alta entre 36 cidades pesquisadas; no país, preço dos novos contratos já subiu quase o dobro da inflação no ano

2 min de leitura

Compartilhar
Vista de prédios residenciais altos e brancos no Setor Bueno, em Goiânia, sob céu com nuvens carregadas

Prédios residenciais no Setor Bueno, em Goiânia. Foto: Gabriel Alves (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons

Índice FipeZAP mostra que o valor pedido para alugar apartamentos residenciais na capital goiana teve a maior variação mensal do país. Em 12 meses, os aluguéis no Brasil sobem 9,13%, contra 4,58% do IPCA.

O preço anunciado para alugar apartamentos em Goiânia subiu 1,15% em setembro, a maior alta mensal entre as 36 cidades acompanhadas pelo Índice FipeZAP de Locação Residencial. Logo atrás vieram Maceió, com 1,06%, e Florianópolis, com 1,02%.

O índice considera os valores pedidos em anúncios de apartamentos prontos para novos contratos de locação. Ou seja, mostra quanto está custando alugar hoje, e não os reajustes de quem já mora de aluguel, que seguem o índice previsto em cada contrato.

Alta acima da inflação

Na média nacional, o índice subiu 0,52% em setembro, depois de 0,55% em agosto, e 31 das 36 cidades tiveram aumento no mês. De janeiro a setembro, os aluguéis acumulam alta de 7,11%, quase o dobro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial, que foi de 3,95% no período.

Em 12 meses, a distância é ainda maior: 9,13% de aumento nos aluguéis, contra 4,58% do IPCA e 3,34% do IGP-M, índice que muitos contratos ainda usam para o reajuste anual. Também supera a valorização dos imóveis à venda, que subiram 5,51% no mesmo período, segundo o FipeZAP.

Onde é mais caro

  • Metro quadrado mais caro: São Paulo (R$ 65,78), Recife (R$ 64,39), Belém (R$ 62,25), Rio de Janeiro (R$ 61,86) e Florianópolis (R$ 61,81);
  • Maiores altas em 12 meses: Fortaleza (16,59%), Natal (16,51%), Aracaju (15,52%), Rio de Janeiro (14,80%) e Vitória (14,22%);
  • Quedas em setembro: Brasília (-0,53%), Cuiabá (-0,19%) e Aracaju (-0,16%).

Por que o aluguel sobe mais

Os preços de locação reagem mais rápido às mudanças de oferta e procura do que os de compra e venda, que envolvem negociações mais longas. Com os juros altos e o crédito imobiliário mais caro, muitas famílias adiam a compra da casa própria e continuam no aluguel, o que aumenta a procura. Se a oferta de imóveis para alugar não acompanha, o preço sobe.

Para quem vai renovar ou assinar contrato, a dica é pesquisar valores de imóveis parecidos na mesma região e negociar o índice de reajuste, já que o IGP-M e o IPCA estão bem abaixo da alta registrada nos anúncios.

Com informações de: Índice FipeZAP e Mais Goiás.

AssuntosAluguelFipeZAPGoiâniaGoiásInflaçãoMercado imobiliário

Compartilhe esta matéria
Viu algum erro? Avise a redação
Canal do jornal Receba as notícias de Jataí no seu WhatsApp Siga o canal do Diário de Jataí. É gratuito, e seu número fica protegido. Seguir o canal

Publicidade

Publicidade de ACERT Auditor Ambiental

Mais de Economia

Ver tudo de Economia