Cápsula com pó de ashwagandha. Foto: myHerb/Pixabay, via Agência Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu alerta para reforçar que a ashwagandha, erva de origem asiática vendida como suplemento, é proibida no Brasil e não tem registro no país. O produto vem sendo indicado em vídeos, principalmente no TikTok, para relaxamento e alívio dos sintomas da perimenopausa, a fase de transição para a menopausa.
Na nota, a Anvisa citou o caso de uma mulher britânica que teve falência do fígado, paradas cardíacas e danos cerebrais graves depois de usar o produto. A agência lembrou que é “terminantemente proibido” associar suplementos alimentares a promessas de cura, tratamento ou prevenção de doenças.
O que é permitido
As regras para suplementos estão na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 243/2018. Eles só podem ser feitos com substâncias autorizadas e são destinados a complementar a alimentação de pessoas saudáveis com nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos, em forma de comprimido, cápsula, pó ou barra.
“Nem todas as pessoas precisam utilizar esses produtos”, afirmou a Anvisa. Segundo a agência, a decisão deve ser tomada com um profissional de saúde, levando em conta o estado de saúde, a alimentação e a atividade física, e cabe a esse profissional indicar o tipo, a dose e o modo de uso.
Riscos
A Anvisa explica que a maior parte dos problemas com suplementos está ligada a produtos irregulares, que podem conter substâncias não avaliadas pelos órgãos de controle ou ter sido fabricados sem os cuidados necessários. Mas mesmo itens legalizados podem fazer mal quando usados sem necessidade ou fora das instruções.
Como se proteger
- desconfie de produtos anunciados em redes sociais com promessa de resolver sintomas ou doenças;
- antes de comprar, consulte se o produto está regularizado no site da Anvisa;
- sintomas da menopausa devem ser avaliados por médico, que pode indicar tratamentos aprovados;
- se usou o produto e teve sintomas como pele ou olhos amarelados, urina escura, cansaço intenso ou dor abdominal, procure atendimento médico.
Fonte: Agência Brasil



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