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Produção de leite cai 36% em Jataí, na contramão do recorde nacional, aponta IBGE

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Vacas holandesas malhadas de preto e branco sendo ordenhadas em uma plataforma rotativa dentro de um galpão

Imagem ilustrativa: vacas em ordenha rotativa. Goiás é o 5º maior produtor de leite do país. Foto: USDA (domínio público), via Wikimedia Commons

O Brasil produziu o volume recorde de 36,7 bilhões de litros de leite em 2025, alta de 2,7% sobre o ano anterior, mesmo com menos vacas no curral. Em Jataí, o movimento foi o oposto. Segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada nesta quarta-feira (30) pelo IBGE, a produção do município caiu de 70 milhões para 45 milhões de litros, uma redução de 35,7%.

O número de vacas ordenhadas em Jataí passou de 26,7 mil para 18,7 mil, 30% a menos. O valor da produção de leite recuou de R$ 149,8 milhões para R$ 91,4 milhões, queda de 39%, porque além do volume menor o preço médio recebido pelo produtor local caiu de R$ 2,14 para R$ 2,03 o litro, pelas contas feitas a partir dos dados do instituto. O rebanho bovino do município também diminuiu, de 310 mil para 252 mil cabeças.

Jataí20242025Variação
Leite (milhões de litros)70,045,0-35,7%
Vacas ordenhadas26.70018.700-30,0%
Valor do leite (R$ milhões)149,891,4-39,0%
Rebanho bovino (cabeças)310 mil252 mil-18,7%
Ovos de galinha (milhões de dúzias)17,016,95-0,3%

Com o resultado, Jataí ficou em 12º lugar entre os municípios produtores de leite de Goiás. A liderança estadual é de Orizona, com 138 milhões de litros, 7º maior produtor do país. Na região, Rio Verde aparece em 2º no Estado, com 93,1 milhões de litros.

O IBGE não detalha, na divulgação, os motivos da queda em Jataí. Os dados municipais da PPM são estimativas feitas a partir de informações de técnicos, entidades e registros administrativos locais.

Goiás estável e mais produtivo

No Estado, a produção ficou praticamente igual: 2,907 bilhões de litros, o que mantém Goiás como 5º maior produtor do país, atrás de Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O número de vacas ordenhadas caiu 6,8%, para 1,37 milhão, e a produtividade subiu de 1.973 para 2.116 litros por vaca ao ano. O valor da produção goiana, porém, recuou 3,1%, para R$ 6,75 bilhões, com o litro pago em média a R$ 2,32, abaixo da média nacional de R$ 2,44.

O quadro nacional

No país, o total de vacas ordenhadas caiu 2,7%, para 14,7 milhões, o menor número desde 1979. Mesmo assim, a produtividade bateu recorde, com 2.498,7 litros por vaca. O IBGE atribui o avanço ao clima favorável, ao melhoramento genético e à reorganização da atividade, com a saída de produtores menos especializados. “Os grandes produtores têm a capacidade desses investimentos”, disse à Agência Brasil o analista da pesquisa, Octavio Costa de Oliveira.

A pecuária brasileira como um todo atingiu valor de produção recorde de R$ 141,2 bilhões, com o leite respondendo por 63,4% desse total. O rebanho bovino nacional caiu pelo segundo ano seguido, para 234,3 milhões de cabeças, efeito do ciclo da pecuária.

Fonte: IBGE, Pesquisa da Pecuária Municipal 2025, Sistema Sidra (tabelas 74, 94 e 3939) e Agência Brasil

AssuntosAgronegócioGoiásIBGEJataíLeite

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