O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Senado, em abril de 2026 (imagem de arquivo). Foto: Ton Molina/Agência Senado (CC BY-SA 4.0), via Wikimedia Commons
Federação que reúne os dois partidos formalizou a aliança em Brasília nesta quarta-feira (7). Candidato do PL diz que, se eleito, não disputará um segundo mandato. PT segue com a segunda maior bancada da Câmara.
O candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro, recebeu nesta quarta-feira (7) o apoio formal da federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), para o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Novo, que disputou o primeiro turno com Romeu Zema, também confirmou a adesão. Zema teve pouco mais de 326 mil votos, 0,27% do total.
O anúncio amplia o arco de alianças do senador a pouco mais de duas semanas da votação, marcada para 25 de outubro. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro terminou à frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.
O que ele promete mudar na Constituição
Na entrevista coletiva em que a federação oficializou o apoio, em Brasília, o candidato voltou a defender mudanças no texto constitucional, que dependem de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovada por três quintos da Câmara e do Senado, em dois turnos. Ele citou:
- alterações em regras tributárias;
- a redução da maioridade penal;
- o fim da reeleição para cargos do Executivo.
Flávio Bolsonaro afirmou que, se vencer, não concorrerá a um novo mandato e que levará pessoalmente a proposta do fim da reeleição ao Congresso.
A conta no Congresso
O discurso se apoia no resultado das urnas de domingo (4). O PL elegeu a maior bancada da Câmara, com 121 deputados, e terá 28 senadores. Com União Brasil, PP e Novo, a base potencial do candidato cresce, mas uma PEC exige 308 votos na Câmara e 49 no Senado, o que obriga qualquer governo a negociar além do próprio campo.
Do outro lado, a federação formada por PT, PCdoB e PV ficou com a segunda maior bancada da Câmara, 88 deputados, seis a mais do que na eleição anterior. No Senado, o PT conquistou as duas vagas da Bahia e uma em Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.
A resposta de Lula
No mesmo dia, o presidente cobrou do adversário uma posição sobre o fim da escala de trabalho 6×1, tema que o Senado prometeu levar a votação e que o petista tem defendido na campanha do segundo turno.
Em Goiás
A formalização em Brasília veio um dia depois do ato de Goiânia em que o governador Daniel Vilela (MDB), eleito no domingo para um novo mandato, e o ex-governador Ronaldo Caiado declararam apoio a Flávio Bolsonaro diante de mais de 160 prefeitos, como o Diário de Jataí noticiou. Em Jataí, o senador teve 62% dos votos no primeiro turno.
Fonte: Agência Brasil.



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