O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em entrevista no Senado, em abril de 2026 (imagem de arquivo). Foto: Agência Senado (CC BY-SA 4.0), via Wikimedia Commons
Caiado entregou ao candidato do PL uma “agenda de compromissos” e disse que seu objetivo é “derrotar o PT”. Flávio prometeu copiar a política de segurança de Goiás e falou em “mudar a Constituição”. Lula passou o dia em Brasília e defendeu o fim da escala 6×1.
O ato que selou em Goiânia, na terça-feira (6), o apoio do grupo político do governador Daniel Vilela (MDB) e do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno reuniu, segundo Daniel, mais de 160 dos 246 prefeitos goianos. O governador, eleito no domingo (4) em primeiro turno, apresentou a plateia ao presidenciável como “a base política que elegeu um governador com a maior votação da história do nosso Estado”.
“Saiba que esse grupo estará ao seu lado de corpo e alma, dedicado ao longo dessas próximas três semanas para poder ampliar ainda mais a sua votação aqui no nosso Estado”, disse Daniel, de acordo com o Jornal Opção. Também participaram Tarcísio de Freitas (Republicanos), Márcio Corrêa (PL), os senadores eleitos Gracinha Caiado (UB) e Gustavo Gayer (PL), e o senador Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha.
As críticas ao governo federal
Daniel fez o discurso mais duro contra o Palácio do Planalto. “Nós não temos mais a condição de viver com um governo decadente, ultrapassado, ineficiente, que não consegue atender as demandas de uma sociedade moderna”, afirmou. Disse ainda que “o Brasil sofreu muito nesses últimos quatro anos e aqui em Goiás não foi diferente”, sugerindo que o estado foi tratado de forma desigual por divergência política. Segundo o relato do Jornal Opção, ele não citou medidas ou repasses específicos que sustentem a acusação.
Caiado, quinto colocado na disputa presidencial com 2,18% dos votos válidos, resumiu sua posição em uma frase: “Eu estou aqui pra fazer aquilo que é a coerência da minha vida, que é poder derrotar o PT”. Ele entregou a Flávio um documento com propostas, que chamou de “agenda de compromisso para o Brasil”, e afirmou que o apoio não é só uma declaração, mas se baseia em “compromissos programáticos”. Daniel acrescentou que a adesão não depende de negociação de cargos.
O que Flávio prometeu
O candidato disse que a primeira coisa que fará, se eleito, será repetir no país a política de segurança de Goiás. Prometeu construir mais de 500 mil vagas em presídios e aumentar as penas para chefes de facções. Apresentou-se como municipalista e defendeu levar empresas para dentro das escolas, para ampliar a formação profissional.
Foi no mesmo discurso que Flávio afirmou que usará a nova composição do Congresso para “mudar a Constituição” e “redemocratizar esse país”, sem detalhar quais pontos pretende alterar. O PL elegeu 121 deputados federais e terá 28 senadores, mas uma emenda constitucional exige 308 votos na Câmara e 49 no Senado, em dois turnos, e não pode atingir as cláusulas pétreas, como o voto direto, a separação dos Poderes e os direitos individuais.
O outro lado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, não comentou o ato de Goiânia. Passou a terça-feira reunido com a coordenação de campanha em Brasília e, à noite, defendeu a aprovação da proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1, em discussão no Senado. Segundo a Agência Brasil, ele provocou o adversário: “Na hora que o Senado começar a votar, a máscara vai começar a cair. A gente vai ver quem quer que o povo tenha uma vida mais digna”.
Flávio chegou ao segundo turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Em Jataí, o senador teve 62% no primeiro turno. A votação é no dia 25 de outubro.
Com informações de: Pauta Diária, Jornal Opção e Agência Brasil.



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