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Vinho goiano cresce e ganha prêmios, e Agrodefesa reforça vigilância contra pragas da uva

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Parreiral com fileiras de videiras em primeiro plano, gramado e um casarão de telhado vermelho entre palmeiras ao fundo

Imagem ilustrativa: vinhedo em Flores da Cunha (RS). Foto: Eugenio Hansen, OFS (CC BY-SA 3.0), via Wikimedia Commons

A produção de uvas e vinhos, ainda pequena em Goiás, ganha espaço no agronegócio do Estado e já coleciona prêmios no exterior. O crescimento, porém, traz um desafio que acompanha qualquer cultura em expansão: as pragas. A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) está em alerta desde a detecção de um caso de cancro da videira no Distrito Federal e trabalha com o governo do DF para impedir que a doença chegue às áreas produtoras goianas.

Vinícolas premiadas

Em entrevista ao Jornal Opção, o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta, afirmou ver “muito potencial” na uva, inclusive pela ligação com o enoturismo. Segundo ele, duas vinícolas do Vale do São Patrício têm vinhos premiados em competições na Europa, e há vinícolas de referência na região da Serra dos Pireneus, em Pirenópolis, Corumbá de Goiás e Cocalzinho de Goiás. Cristalina também aparece entre os municípios onde a produção avança.

Parte desse crescimento está ligada aos chamados vinhos de inverno, feitos com a técnica da dupla poda, que desloca a colheita para a estação seca, quando o clima do Cerrado favorece a maturação da uva. Três vinícolas goianas são associadas à Associação Nacional dos Produtores de Vinho de Inverno (Anprovin): Casa Moura, de Nazário; Quartetto, de Águas Lindas de Goiás; e Serra das Galés, de Paraúna, no Sudoeste goiano.

Laboratório no Centro-Oeste

Desde março, os produtores contam com o Centro de Análises e Pesquisa da Vitivinicultura Brasileira, o primeiro laboratório do tipo no Centro-Oeste, que recebeu investimento de mais de R$ 12 milhões. A estrutura faz análises físico-químicas e cromatográficas, acompanha a maturação da uva e realiza exames de segurança dos produtos, o que reduz a necessidade de mandar amostras para laboratórios da Região Sul.

Greening e vassoura-de-bruxa

A uva não é a única preocupação. Caixeta citou o greening, uma das doenças mais graves da laranja, que chegou a Goiás junto com os novos pomares de citros, e a vassoura-de-bruxa da mandioca, hoje concentrada na Região Norte. Para o presidente da agência, é natural que novas pragas apareçam à medida que uma atividade ganha volume, e o papel da defesa sanitária é agir aos primeiros sinais. No caso da mandioca, ele afirma que conter a doença exige uma força-tarefa nacional, pelo risco de que ela avance para outras culturas.

Com informações de: Jornal Opção

AssuntosAgrodefesaAgronegócioGoiásVinho

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