Sede do INSS, em Brasília. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Mulheres vítimas de violência doméstica que obtiverem na Justiça medida protetiva de afastamento do trabalho passarão a receber benefício pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) que garante o afastamento remunerado foi assinado nesta quinta-feira (1º) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A Lei Maria da Penha já permite que o juiz afaste a mulher do emprego por até seis meses, com manutenção do vínculo, mas não dizia quem pagaria o salário nesse período. Em junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) resolveu a questão. O parecer agora torna a decisão obrigatória para toda a administração pública federal.
Quem paga
- Empregadas com carteira: o empregador paga os primeiros 15 dias, e o INSS assume o restante.
- Contribuintes individuais, facultativas e seguradas especiais: o INSS paga o benefício integralmente.
- Mulheres sem vínculo com a Previdência: o pagamento tem natureza assistencial e fica a cargo do Estado, do Distrito Federal ou do município indicado pelo juiz.
Não há exigência de carência, nem desconto de contribuição previdenciária sobre o valor recebido. O período de afastamento conta como tempo de contribuição para a aposentadoria.
Agressor terá de ressarcir
Depois da publicação do parecer, o Ministério da Previdência Social e o INSS terão até 15 dias para regulamentar o pagamento, com atendimento prioritário e sigiloso às vítimas, inclusive pelo aplicativo Meu INSS. Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência, o INSS vai cobrar do agressor, em ação regressiva proposta pela Procuradoria-Geral Federal, os valores pagos à vítima.
Fonte: Agência Brasil



Flávio Bolsonaro cruza a fronteira com a Argentina e voa para o Equador; Gayer diz que senador saiu para não virar “peça de barganha” de Moraes no Senado28/10/2026
PL reconhece vitória de Lula, mas cobra explicação sobre gastos “eleitoreiros”; Flávio desiste de pedir anulação e aposta na cassação da chapa por abuso de poder27/10/2026
Reeleito, Lula promete regular as plataformas digitais e diz que não vai mais ser “interpretado por jornalista com má-fé”; Motta pede que ele avalie os erros do primeiro mandato26/10/2026
“Como está, não haverá aposentadoria”, diz ministro do TCU, que compara gastos fora do Orçamento às pedaladas de Dilma; ministro da Fazenda garante superávit em 202723/10/2026
A quatro dias do 2º turno, Lula sanciona perdão de R$ 18,7 bilhões em dívidas de MEIs; Novo pede ao TSE cassação da chapa por 35 medidas que somam R$ 99,7 bilhões22/10/2026
Quaest: Flávio Bolsonaro tem 45% e Lula, 44%, a quatro dias do segundo turno; candidato do PL lidera pela segunda semana seguida, em empate técnico21/10/2026