Imagem ilustrativa: colheita de soja. Foto: Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), domínio público, via Wikimedia Commons
Jataí terminou 2025 como o 10º município brasileiro em valor da produção agrícola, com R$ 4,84 bilhões, 26% a mais que em 2024. Os dados são da Produção Agrícola Municipal (PAM), do IBGE. O salto veio da soja: a colheita subiu de 1,17 milhão para 1,46 milhão de toneladas, praticamente na mesma área, graças ao aumento da produtividade.
Soja: mesma área, 25% a mais de grão
A área colhida de soja ficou estável, em 324 mil hectares (eram 325 mil em 2024). O rendimento médio, porém, passou de 3.600 para 4.500 quilos por hectare, o que equivale a sair de 60 para 75 sacas por hectare. Com 1.458.000 toneladas, Jataí foi o segundo maior produtor de soja de Goiás, atrás apenas de Rio Verde (1,67 milhão de toneladas), e respondeu por 7,2% da safra goiana.
Milho acima de 2 milhões de toneladas
No milho, a produção chegou a 2.024.700 toneladas, alta de 6,7%, em 288 mil hectares e com rendimento de 7.030 quilos por hectare. O município também é o segundo de Goiás no cereal, de novo atrás de Rio Verde, e concentrou 12,7% do milho colhido no estado. O algodão dobrou, de 1.587 para 3.200 toneladas, ainda numa área pequena, de 800 hectares, e o feijão caiu de 6.454 para 5.145 toneladas.
| Lavoura em Jataí | 2024 | 2025 | Variação |
|---|---|---|---|
| Soja (toneladas) | 1.170.000 | 1.458.000 | +24,6% |
| Rendimento da soja (kg/ha) | 3.600 | 4.500 | +25% |
| Milho (toneladas) | 1.896.700 | 2.024.700 | +6,7% |
| Algodão (toneladas) | 1.587 | 3.200 | +102% |
| Valor da produção agrícola | R$ 3,84 bilhões | R$ 4,84 bilhões | +25,9% |
Sudoeste no topo do ranking
No ranking nacional de valor da produção, lidera Sapezal (MT), com R$ 8,59 bilhões. Goiás tem três cidades entre as dez primeiras, todas com forte peso de grãos: Rio Verde em 7º (R$ 5,69 bilhões), Cristalina em 8º (R$ 5,45 bilhões) e Jataí em 10º. Os valores são correntes, sem correção pela inflação, e refletem também os preços recebidos pelos produtores no ano.
O que esperar de 2026
O resultado de 2025 deve ser difícil de repetir. O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de setembro, também do IBGE, prevê para Goiás em 2026 queda de 2,7% na soja e de 31% no milho safrinha. Para o produtor da região, que começa agora o plantio da safra 2026/27, a regularidade das chuvas de outubro e novembro volta a ser decisiva.
Fonte: IBGE, Produção Agrícola Municipal (tabela 5457 do Sidra).



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