Avenida Anhanguera, no Centro de Goiânia. A sede do Jóquei Clube de Goiás fica na Rua 3, no Setor Central. Foto: Fronteira (CC BY-SA 4.0), via Wikimedia Commons
A Prefeitura de Goiânia não poderá abater dívidas de impostos do valor que precisa depositar para tomar posse da sede do Jóquei Clube de Goiás, no Setor Central. A juíza Jussara Cristina Oliveira Louza, da 3ª Vara da Fazenda Pública Municipal, rejeitou o pedido do município e determinou que ele deposite integralmente os R$ 55,43 milhões fixados para a imissão provisória na posse. Até agora, a prefeitura havia depositado R$ 4,34 milhões. A decisão foi assinada na sexta-feira (25).
Dívida de IPTU desde os anos 1990
O município quer desapropriar os imóveis do clube, na Rua 3, e argumentou que os débitos fiscais da instituição superam o valor do próprio imóvel, o que permitiria quitar a indenização sem novo desembolso. Segundo levantamento apresentado pela prefeitura, as dívidas atribuídas ao Jóquei somam R$ 226,97 milhões em 43 ações de cobrança, das quais cerca de R$ 219,57 milhões se referem a IPTU acumulado entre 1997 e 2025. A primeira execução fiscal citada no processo foi ajuizada em novembro de 2000.
Para a juíza, créditos tributários não podem substituir o depósito prévio em dinheiro exigido para a posse provisória. Ela também levou em conta que parte dessas dívidas ainda está em discussão judicial, inclusive quanto a prazos de cobrança e a quem cabe pagá-las. Uma decisão anterior atribuiu à mantenedora da Faculdade Padrão, que administrou o espaço entre as décadas de 2000 e 2010, a responsabilidade pelos impostos daquele período.
Perícia vai definir o valor final
A magistrada determinou uma perícia de engenharia para avaliar o prédio e o terreno e chegar ao valor definitivo da indenização. O dinheiro depositado ficará vinculado ao processo até o fim da avaliação. O Jóquei Clube recebeu o benefício da justiça gratuita: segundo os autos, a associação não tem movimentação financeira regular, teve o cadastro declarado inapto pela Receita Federal em 2022 e não dispõe de recursos para manter o imóvel.
A prefeitura alega urgência. Relatórios da Secretaria Municipal de Cultura apontam infiltrações, ferrugem e rachaduras na sede, projetada pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha, um dos nomes mais importantes da arquitetura brasileira. A presidente do clube, Nívea Cristina Ribeiro de Paula, contesta: reconhece que o prédio está sem manutenção há alguns anos, mas afirma que a estrutura é adequada e não oferece risco.
Prefeitura vai recorrer
Em resposta ao portal Mais Goiás, a Prefeitura de Goiânia informou que vai recorrer e que a Procuradoria-Geral do Município avalia a estratégia jurídica. Segundo a administração, as dívidas do clube continuam sendo cobradas nas execuções fiscais, e a decisão não altera, por ora, o cronograma da desapropriação.
Com informações de: Mais Goiás



Fátima Gavioli deixa a Educação de Goiás para trabalhar com Sergio Moro no Paraná; secretário de Ciência e Tecnologia, José Frederico Lyra Netto, assume a pasta28/10/2026
Goiás amplia o Negocie Já II e passa a aceitar dívidas de IPVA, ICMS e ITCD até abril de 2026, com até 99% de desconto em juros e multas; prazo para aderir termina em 3 de novembro27/10/2026
Mercadões Goianos: unidade de Santo Antônio do Descoberto chega a 99% e deve abrir em dezembro; Valparaíso fica para março, e programa de R$ 250 milhões oferece boxes gratuitos26/10/2026
Temporais derrubam 75 árvores em Goiânia e arrancam cobertura de estádio em Ouvidor; Inmet mantém Jataí em alerta de tempestade nesta sexta e no domingo da eleição23/10/2026
Goiás pode ter temporais no domingo do 2º turno, prevê Cimehgo; Inmet põe Jataí em alerta de tempestade nesta quinta, sexta e no dia da eleição22/10/2026
Daniel Vilela anuncia férias no início de novembro, e presidente do TJGO deve assumir o governo de Goiás; sem vice, chefe da Alego também vai se afastar21/10/2026