Salão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Foto: Mojnsen (CC BY-SA 4.0), via Wikimedia Commons
O texto não obriga os países, mas pede mais cooperação para enfrentar futuras emergências sanitárias. Nova Zelândia e Paraguai se abstiveram. A Organização Mundial da Saúde comemorou a aprovação.
A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, na segunda-feira (12), uma declaração política sobre prevenção, preparação e resposta a pandemias. Foram 153 votos a favor e três contra, dos Estados Unidos, de Israel e da Argentina. Nova Zelândia e Paraguai se abstiveram.
O documento não tem caráter vinculante, ou seja, não cria obrigações legais para os países-membros. Ele faz um apelo por mais cooperação internacional diante de futuras emergências de saúde e foi celebrado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
A ideia inicial era aprovar o texto por consenso numa reunião de alto nível em 25 de setembro, durante a abertura da Assembleia Geral, mas objeções dos Estados Unidos e de outros países impediram o acordo naquele momento, e a questão acabou indo a voto.
O que a declaração prevê
Entre as prioridades listadas estão melhorar os sistemas de monitoramento de doenças, ampliar a capacidade de produção e de pesquisa local e regional e garantir financiamento estável para a resposta a pandemias.
Ponto em aberto
Ficou de fora o anexo do Acordo de Pandemias da OMS, que cria um sistema para que os países compartilhem amostras de vírus e dados genéticos e, em troca, tenham acesso a vacinas, tratamentos e testes. As negociações travaram entre os interesses de países em desenvolvimento, dos Estados Unidos e de nações ricas da Europa e devem ser retomadas em maio de 2027, na Assembleia Mundial da Saúde.
Pelo sistema em discussão, chamado de Acesso a Patógenos e Compartilhamento de Benefícios (PABS, na sigla em inglês), os fabricantes participantes reservariam à OMS 20% de sua produção em tempo real em caso de nova pandemia, incluindo vacinas, remédios e diagnósticos, a serem distribuídos conforme o risco e a necessidade de cada país, com atenção especial aos mais pobres.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, defendeu que as conversas sejam concluídas para que o acordo possa ser aberto à assinatura e ratificado como lei internacional.
Fonte: Agência Brasil.



Israel apura votos de eleição que pode tirar Netanyahu do poder; premiê fala em fraude sem apresentar provas, e comparecimento é o maior em décadas28/10/2026
Trump diz que a eleição brasileira “pareceu fraudada” por causa da prorrogação da votação, mas afirma que gosta de Lula; Alckmin rebate: opinião “totalmente equivocada”27/10/2026
Do México ao Paraguai, presidentes saúdam Lula; jornais estrangeiros tratam a reeleição como derrota de Trump e da direita bolsonarista26/10/2026
Terremoto de magnitude 7 atinge o norte do Tibete, a 4,8 mil metros de altitude; mídia estatal chinesa fala em 16 mortos e 32 feridos23/10/2026
Economia da Argentina encolhe 1,7% em agosto, segundo mês seguido de queda na comparação anual; especialistas veem risco de recessão, e governo Milei destaca recorde do agro22/10/2026
Milei lança plano de demissão voluntária que pode cortar mais 21 mil servidores na Argentina; governo já eliminou 77,5 mil postos desde 202321/10/2026