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Preço do leite pago ao produtor em Goiás sobe 53% em sete meses e supera a média nacional

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Vacas leiteiras em sala de ordenha rotativa

Imagem ilustrativa: vacas em ordenha rotativa. Foto: Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), domínio público, via Wikimedia Commons

Litro passou de R$ 1,92 em janeiro para R$ 2,94 em julho, segundo o Cepea. Mesmo assim, a renda do leite no estado deve fechar 2026 em R$ 5,6 bilhões, 11% abaixo de 2025.

O produtor de leite de Goiás recebeu bem mais pelo litro ao longo de 2026. Segundo dados do Cepea reunidos no boletim Agro em Dados de setembro, da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), o preço pago ao produtor no estado passou de R$ 1,92 por litro em janeiro para R$ 2,94 em julho, alta de 53,1%.

No Brasil, a cotação subiu de R$ 2,02 para R$ 2,88 no mesmo período, avanço de 42,6%. A partir de junho, o preço goiano passou a média do país e, em julho, estava 2,1% acima dela. Na comparação com julho de 2025, o leite em Goiás ficou 15,7% mais caro, contra 9,9% na média nacional.

Preço do leite ao produtor (Cepea)Janeiro de 2026Julho de 2026Variação
GoiásR$ 1,92 por litroR$ 2,94 por litro+53,1%
BrasilR$ 2,02 por litroR$ 2,88 por litro+42,6%

Renda menor que a de 2025

A recuperação do preço ainda não compensa o ano inteiro. A projeção do Valor Bruto da Produção (VBP) do leite em Goiás para 2026 é de R$ 5,6 bilhões, 11% abaixo do resultado de 2025. No país, a estimativa é de R$ 74,4 bilhões, recuo de 2,5%.

O cenário, porém, melhorou em relação ao começo do ano: a estimativa atual é 24,4% maior do que a feita em janeiro para Goiás e 6,5% maior para o Brasil. O cálculo usa a produção dos últimos quatro trimestres medida pelo IBGE e os preços médios recebidos pelos produtores, divulgados pela Conab.

Goiás importa mais lácteos do que exporta

De janeiro a julho, Goiás exportou US$ 1,1 milhão em lácteos, 7,1% a mais do que no mesmo período de 2025. O creme de leite respondeu por 70,8% das vendas. As importações do estado somaram US$ 3,9 milhões, o que deixou a balança de lácteos com saldo negativo de US$ 2,8 milhões.

No Brasil, o déficit é muito maior: o país exportou US$ 53 milhões e importou US$ 675,9 milhões em produtos lácteos nos sete primeiros meses do ano, saldo negativo de US$ 622,9 milhões.

Quem mais produz no estado

Segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal do IBGE, Orizona foi o maior produtor de leite de Goiás em 2025, com 138 milhões de litros, seguido por Rio Verde (93,1 milhões), Piracanjuba (82,3 milhões) e Silvânia (74,4 milhões). Jataí produziu 45 milhões de litros e ficou em 12º lugar.

Fonte: Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), boletim Agro em Dados de setembro de 2026 (Lácteos); IBGE, Pesquisa da Pecuária Municipal 2025 (Sidra, tabela 74).

AssuntosGoiás

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