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Starship chega à órbita pela primeira vez e solta 26 satélites, apesar de falha em motor

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Foguete Starship decolando da base no Texas, com chamas e nuvem de fumaça ao lado da torre de lançamento

Decolagem da Starship no quinto voo de teste, em outubro de 2024 (arquivo). Foto: Steve Jurvetson (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons

O foguete Starship, da empresa norte-americana SpaceX, alcançou a órbita da Terra pela primeira vez nesta segunda-feira (28). O feito ocorreu no 14º voo de teste do veículo, o maior e mais potente foguete já construído, e marca uma nova fase do programa, que até agora só havia realizado voos suborbitais.

O lançamento foi às 9h48, no horário de Brasília, a partir da Starbase, a base da empresa no sul do Texas, nos Estados Unidos. Por volta das 10h15, a nave acionou um dos motores Raptor para completar a inserção em órbita baixa, a cerca de 275 quilômetros de altitude.

Primeira carga de verdade

Além de chegar à órbita, a Starship levou pela primeira vez uma carga operacional ao espaço: 26 satélites Starlink da terceira geração (V3), usados pela SpaceX para oferecer internet via satélite. Foi também a estreia de unidades operacionais dessa nova versão.

Motor falhou na subida

O voo não saiu exatamente como planejado. A cerca de 22 quilômetros de altitude, um dos motores deixou de funcionar. A empresa decidiu seguir com a missão e fez a manobra de entrada em órbita, mas encurtou o voo: o plano original previa cerca de dez horas no espaço e aproximadamente seis voltas ao redor da Terra.

Os 13 voos integrados anteriores, iniciados em 2023, seguiram trajetórias suborbitais, em que a nave sobe ao espaço mas não completa uma volta inteira ao redor do planeta. Alguns terminaram em explosões, parte da estratégia da empresa de testar rapidamente e corrigir falhas a cada tentativa.

Rumo à Lua

O sucesso tem peso para além da SpaceX. Uma versão modificada da Starship foi escolhida pela Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, como módulo de pouso lunar do programa Artemis, que pretende levar astronautas de volta à superfície da Lua. Para isso, o veículo precisará dominar manobras mais complexas em órbita, como o reabastecimento de combustível no espaço. A empresa também planeja, no longo prazo, usar o sistema em viagens a Marte.

A chegada à órbita e a liberação de satélites eram consideradas etapas indispensáveis para que o foguete, projetado para ser totalmente reutilizável, possa começar a operar comercialmente.

Com informações de: Jornal Opção

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