O parecer será lido por Alfredo Gaspar em sessão desta sexta-feira, 27

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), fará a leitura do seu parecer na manhã desta sexta-feira, 27. O documento tem 4.400 páginas e pede o indiciamento de mais de 200 suspeitos de ter envolvimento na fraude bilionária.
A íntegra do parecer ainda será apresentada aos parlamentares. A expectativa é que a votação seja nesta sexta-feira, porém, cabe vista — que a cúpula da CPMI ainda vai definir o tempo, uma vez que a comissão precisa encerrar neste sábado, 28.

Caso a votação não seja finalizada nesta sessão, a comissão terá uma reunião no sábado. A disputa também ocorre porque a base governista do colegiado prepara um relatório paralelo, no qual prevê até o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O relatório paralelo da CPMI
O líder do governo na CPMI do INSS, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou que a única possibilidade do parecer de Gaspar ser aprovado seria “se os parlamentares aprovarem um relatório conjunto”.

O petista afirmou que a base governista vai apresentar um relatório que “demonstrará, de forma absolutamente categórica, como ocorreu o escândalo do INSS”.
“Também vamos identificar o núcleo de servidores que se corromperam dentro da estrutura do INSS”, acrescentou. “Em cada um desses núcleos, vamos individualizar a responsabilidade de todas as pessoas que participaram dessas organizações criminosas.”
Disputa final na CPMI
A Oeste, Sóstenes criticou a condução política e a interferência da base do governo no resultado final dos trabalhos. Segundo ele, a elaboração de um relatório alternativo por aliados do Planalto já era esperada.
“Nenhuma surpresa, desde o início o PT não queria CPMI, o PT está aqui blindando os ladrões de aposentados”, afirmou. “Eles são literalmente protetores de ladrões de aposentados e pensionistas. Se eles fizerem isso, demonstram mais uma vez quem são os petistas”.
O deputado rejeitou qualquer possibilidade de acordo para unificar conclusões: “Nós não estamos aqui para fazer acordinho”. “Nós estamos aqui para defender aposentado e pensionista.”
Fonte: Revista Oeste



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