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Fachin devolve o caso do INSS a Mendonça, mas segura o Master na presidência do STF; processos saíram do relator em setembro, na crise sobre mensagens que citam Moraes

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O ministro Edson Fachin, de toga, sentado em cadeira de couro no plenário do Supremo Tribunal Federal, com papéis nas mãos

Edson Fachin, presidente do STF, na abertura do Ano Judiciário de 2026. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu nesta quinta-feira (29) devolver ao ministro André Mendonça a relatoria das investigações sobre os descontos ilegais em benefícios do INSS. O caso havia sido tirado de Mendonça em setembro, no meio da guerra de liminares em torno de um pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, citado em mensagens que a Polícia Federal (PF) obteve no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Para Fachin, não há mais razão para manter o processo na presidência da Corte. O mesmo não vale para o Banco Master. Essas investigações, que também foram retiradas de Mendonça no auge da crise, continuam com o presidente por 90 dias contados de 12 de setembro, ou seja, até meados de dezembro. O argumento é que o caso ainda não pode ser distribuído aos demais ministros porque envolve citações a integrantes do próprio tribunal.

Na prática, enquanto o Master estiver na presidência, cabe a Fachin decidir medidas urgentes pedidas pela PF ou pela Procuradoria-Geral da República (PGR), como revogação de prisões e autorização de diligências. A decisão ainda será submetida ao plenário, sem data marcada. A Agência Brasil não traz manifestação de Moraes sobre a decisão.

Fake News: mais cinco arquivamentos

No mesmo dia, Fachin arquivou mais cinco linhas do Inquérito das Fake News, depois de ter encerrado outras três na terça-feira (27). Atingem o presidente do PCO, Rui Costa Pimenta; o ex-ministro do Turismo Gilson Machado; o deputado estadual catarinense Alex Brasil; Flávia Cordeiro Magalhães, brasileira que vive nos Estados Unidos; e publicações em um grupo no Telegram. Em todos os casos, a PGR havia opinado pelo arquivamento, por falta de provas ou prescrição.

O inquérito foi aberto de ofício em 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, e ficou mais de seis anos com Moraes, até Fachin levá-lo para a presidência em setembro. A investigação é alvo de críticas da comunidade jurídica pela duração indefinida e pela falta de delimitação do objeto, e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) reclama da pouca transparência. Em outubro, Fachin declarou que pretende arquivar todo o inquérito, analisando caso a caso.

Fonte: Agência Brasil e Agência Brasil.

AssuntosAlexandre de MoraesAndré MendonçaBanco MasterEdson FachinINSSSTF

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